Dia da Pátria

Fonte: Blog Cancão Nova
Prof. Felipe de Aquino

Uma reflexão sobre a verdadeira liberdade

Hoje a nossa Pátria tão sofrida comemora mais uma vez sua Independência de Portugal, desde 1822.

Mas que liberdade é essa que comemoramos?

Ter uma nação livre não é simplesmente podermos fazer o que quisermos, nem somente desfrutar de ir e de vir, ou ainda, de poder escolher o próprio caminho a seguir na vida; é muito mais!

Ter uma nação livre não é apenas não sofrer uma escravidão material, é ser uma nação que não violenta os valores morais ou espirituais que caracterizam a verdadeira civilização. As verdadeiras escravidões, além das que limitam a liberdade física, como acontece nos regimes totalitários, são também as que impõem aos cidadãos, leis e costumes indignos, que violam a Lei de Deus.

Não pode ser livre uma nação que menospreza a vida e aceita discutir a validade de tudo que a ameaça, como a eutanásia, o aborto, a destruição de embriões, o suicídio assistido, a falta de proteção à vida da criança e do ancião; isso não é liberdade.

Não é livre uma nação que não defenda a família, a base natural e divina da sociedade, o “Santuário da Vida”, como disse o Papa João Paulo II, hoje santo.

Que liberdade podem experimentar os cidadãos onde o Estado não protege a família e a vida?

Em nosso país, ” a vida está jurada de morte”, há como diz João Paulo II, uma “conspiração contra a vida”. Há uma trama para “desconstruir a família, mediante um trabalho sorrateiro para destruir a maternidade e o o casamento natural.

Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, diz o salmista.

Feliz e livre é a nação que é dirigida por leis divinas.

Feliz e livre a nação onde Deus não é expulso dela por um laicismo ateu.

Feliz e livre é a nação onde a vida é protegida do ventre materno até ao túmulo, naturalmente.

Feliz e livre a nação cujos dirigentes são exemplos de justiça, de caráter e de idoneidade moral.

Feliz e livre a nação onde gestão estatal visa o “bem comum”, e não os interesses vergonhosos de quem deter o poder.

Feliz e livre a nação onde os que exercem o poder em nome de Deus, o usam para o bem dos cidadãos.

Mas também é livre a nação onde as pessoas não aceitam a corrupção, os subornos e propinas para conseguir alcançar seus bens, o que não é moral e nem legal.

Uma nação só será livre de verdade, quando os seus filhos forem libertos dos males do Espírito; e quanto este estiver acima da matéria, do lucro, do prazer e da vanglória.

Uma nação só será livre quando cada um dos seus filhos não aceitar corromper, fraudar ou violentar o seu concidadão.

Uma nação só será livre quando todos os seus filhos se reconhecerem como irmãos, se respeitarem, e rejeitarem toda forma de violência, desprezo e utilitarismo do outro.

Uma nação só será livre quando for constituída por homens e mulheres livres, que quebraram as cadeias do egoísmo, da maldade, da maledicência, da ganância, e do ódio.

Uma nação será livre quando cada um trabalhar pelo bem da pátria sem pensar apenas em si mesmo.

Uma nação será livre e feliz quando Deus reinar em cada coração; quando Suas leis forem amadas e respeitadas, e Sua sabedoria guiar os destinos da pátria.

Uma nação só poderá ser verdadeiramente livre e feliz quando a sua constituição, sua Carta Magna, mais do que um conjunto de leis e normas, forem os preceitos do Sermão da Montanha impressos no coração de Seu povo.

Que neste dia, possamos voltar nosso coração a Deus, consagrando a ele a nossa Pátria, esse país maravilhoso que Ele fez e que aqui nos permitiu viver. Peçamos ao Senhor que abençoe nosso país, nossos governantes, nossas famílias e todas as pessoas que aqui vivem. Rezemos por nossa Pátria amada e clamemos: Reina, Senhor!

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