Primeiro dia da Festa de São Francisco de Assis em nossa Paróquia

Grupo de Oração São Miguel Arcanjo – Festeiros e Famílias Franciscanas
Iniciamos, hoje em nossa Paróquia, as celebrações em honra a São Francisco de Assis, nosso padroeiro. O Ministro Geral dos Franciscanos, por ocasião da Festa deste ano, em sua Carta, “São Francisco, homem de escuta, de encontro e de acolhida” escreve: “Celebrar a festa de São Francisco significa para nós não só cantar os seus louvores, mas também deixar-nos envolver pelas interpelações do Evangelho e do nosso mundo de hoje, renovando a nossa vocação franciscana”. 
Pertencer a uma Paróquia que tem como padroeiro São Francisco de Assis implica numa grande responsabilidade. O nosso Santo nos questiona, nos chama a atenção, nos faz olhar em volta, enxergar o outro e a criação das mãos de Deus. E, apesar de terem se passado mais de 800 anos, sua lição é sempre atual, porque está sustentada nos pilares do Evangelho puro e verdadeiro. E assim continua a Carta: 
“Francisco, com textos simples e profundos e com seus gestos concretos e significativos, ofereceu-nos um ideal religioso e humano que dá um sentido autêntico e fascinante à nossa vida, que  deve ser assumido por nós em primeiro lugar e depois transmitido aos outros. Francisco foi um homem que sabia ver e descobrir o que estava acontecendo dentro dele e em torno dele; foi um homem de escuta, sempre atendo à voz de Deus e dos outros; foi homem de encontro com quem o circundava; foi homem de empenho no seu ambiente dilacerado pela violência e pela exclusão de pessoas. A força atraente e sugestiva de nosso Pai São Francisco manifesta-se em sua capacidade de traduzir a Palavra de Deus em termos não só teológicos, mas também humanos e sociais, quer dizer, vivendo o Evangelho simultaneamente em todas as suas relações: para com Deus, para com os homens e para com os seres da Criação.  E nós hoje, como podemos continuar traduzindo este tesouro evangélico e a nossa experiência de Deus na fraternidade, em ações e projetos concretos, a favor e nossos irmãos e irmãs? O que podemos fazer pessoalmente e em cada Fraternidade, cada Entidade da Ordem, a favor do diálogo, da acolhida dos pobres, do cuidado da criação, a serviço do bem da Igreja e da humanidade? Como Francisco, nós também queremos ser, a partir de nossa vida fraterna, homens de esperança. Aquela esperança que é a outra face do amor, pois quem ama sinceramente, espera o imprevisível. Queremos ser homens que sabem ver o bem maior e possível que Deus colocou no coração de cada pessoa e que pode mudar o rumo da história, de acordo com os projetos de Deus, para a humanidade e para o mundo. Queremos ser aqueles que esperam e poderão ver e realizar o inesperado. Queremos ser homens de oração que atingem continuamente a Deus, fonte de toda esperança, luz que ilumina toda pessoa, apazigua seu coração e abre-o a uma benévola reciprocidade. O nosso seráfico pai e irmão Francisco, com o seu exemplo e a sua intercessão, ajude-nos a colaborar com todos aqueles que creem na capacidade criativa e solidária das pessoas, para a construção de uma sociedade mais humana, fraterna, cordial e alegre. Faça que sejamos benignos, pacíficos e modestos, mansos e humildes, honestos entre nós e com todos, para que em todo o mundo resplandeça a beleza e o amor misericordioso de Cristo.

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